Academia WCM
Cases de aplicação

Problema crônico não escolhe setor.

Onde existe processo e indicador, o WCM resolve — desperdício na produção, parada de máquina, retrabalho, atraso de entrega, fila, glosa. Veja o mesmo método aplicado em setores diferentes, cada projeto com seu Major Kaizen fechado.

S
Case detalhado · Sustentabilidade · WC-2026-008

Redução da Geração de Resíduos de Obra no Empreendimento Residencial Vista Serra

Sustentabilidade — Gestão de Resíduos de Obra · Fev/2026 – Jul/2026 · Pilar ENV — Meio Ambiente & Energia · Standard Kaizen

P

Planejar

Antes de atacar, o projeto corrigiu a régua (18% de divergência nos romaneios) e valorizou a perda: R$ 980 mil/ano — e o 5G derrubou a hipótese de 'indisciplina': 79% do entulho nascia de três falhas de método.

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A torre 2 do Vista Serra gerava 0,182 m³ de resíduo por m² construído, 52% acima da boa prática. Na Matriz A do canteiro, o resíduo apareceu como a maior perda operacional; a Matriz C valorizou com régua corrigida — havia 18% de divergência entre volume declarado e real, então o enchimento das caçambas foi padronizado com conferência fotográfica antes de fechar a baseline: R$ 476 mil/ano em caçamba, transporte e destinação + material comprado que virava entulho ≈ R$ 980 mil/ano. A estratificação concentrou 79% do volume em três categorias (argamassa/concreto, cerâmica/alvenaria e gesso); a Matriz D indicou Standard Kaizen no pilar Ambiente — causas de método, medição direta — e a Matriz E fechou B/C estimado de 8,6. O 5G no canteiro comprovou as três causas e descartou a 'indisciplina das equipes'.

Onde nasce o entulho: categorias de resíduo no trimestredados do case
100%75%50%25%0%34%27%18%12%9%acum.Argamassa e concretoCerâmica e alvenariaGessoMadeira de formaOutros
Dos 1.240 m³ descartados no trimestre medido, argamassa/concreto, cerâmica/alvenaria e gesso somam 79% do volume — as três categorias das causas comprovadas no Genba, onde o Standard Kaizen concentra o bloqueio.
Como o líder respondeu as perguntas da fase

P1 Qual perda este projeto ataca — e onde ela aparece no mapa de perdas da área? (Matriz A)

A perda atacada é a geração de resíduos da torre 2 (14.500 m², 20 meses): 0,182 m³/m² contra boa prática de 0,12 — 1.240 m³ descartados por trimestre. Na Matriz A do canteiro é a maior perda operacional, e é também a maior ameaça ao Compromisso ESG 2028 do grupo (reduzir 30% o resíduo por m²).

P2 Quanto essa perda custa por ano? (Matriz C — valorização)

Matriz C com a régua corrigida ANTES da baseline: os romaneios divergiam 18% do volume real, então padronizamos o enchimento das caçambas e a conferência fotográfica. Valorização: 1.240 m³/trimestre × R$ 96/m³ ≈ R$ 476 mil/ano em caçamba, transporte e destinação + o material comprado que virava entulho ≈ R$ 500 mil/ano — perda total ≈ R$ 980 mil/ano, validada com o Financeiro da incorporadora.

P3 A perda é causal ou resultante? De onde ela vem — ou o que ela gera? (Matriz B)

Na Matriz B, o entulho é perda resultante — deriva de três causais de método: pedido de material por estimativa (Suprimentos), execução sem plano de corte (Engenharia) e aplicação sem controle de espessura (Produção). Perda ambiental entra no CD como qualquer outra: o pilar Ambiente ancora o projeto com interfaces em FI (método kaizen) e PD (treinamento das equipes e empreiteiros).

P4 Onde, quando e como a perda se concentra? (estratificação + Pareto)

Estratifiquei os 1.240 m³ por categoria, processo gerador e pavimento (apontamento criado pelo projeto): argamassa/concreto 422 m³ (34%), cerâmica/alvenaria 335 m³ (27%) e gesso 223 m³ (18%) somam 79% do volume, com o desperdício se repetindo igual em todos os pavimentos e equipes — sinal de método errado, não de gente errada.

P5 Que método a perda pede: Quick, Standard, Major ou Advanced Kaizen? (Matriz D)

Matriz D: três causas de método, comprováveis por medição direta no canteiro, sem estatística pesada nem equipamento — Standard Kaizen ancorado no pilar Ambiente, com equipe enxuta (obra + suprimentos + qualidade). Não é Quick (são três frentes coordenadas) nem Major (não exige o aparato multifuncional completo).

P6 Qual o B/C estimado do projeto — e por que ele vence os concorrentes? (Matriz E)

Matriz E: benefício estimado de R$ 600 mil/ano (bloquear ~2/3 do desperdício das 3 categorias) ÷ custo estimado de R$ 70 mil (R$ 45 mil de orçamento + horas da equipe) = B/C 8,6 — 1º da carteira do canteiro, à frente da usina de reciclagem no local (B/C 1,8, capex alto).

P7 Qual é o tema e a meta do projeto? (objetivo + valor + prazo, na régua da perda)

Tema: reduzir a geração da torre 2 de 0,182 para 0,13 m³/m² (−28%) até 31/07/2026, sem atrasar o cronograma de 20 meses. KPI: m³/m² semanal por romaneio com conferência fotográfica. KAI: % de pedidos por quantitativo, sobra de argamassa por pavimento e taxa de segregação nas baias.

P8 Qual é o pilar âncora do projeto — e quais as interfaces com outros pilares?

Pilar âncora: Meio Ambiente & Energia — o projeto exercita o mapeamento e valorização de perda ambiental, a correção da régua de medição e o problem solving ambiental do pilar. Interfaces: FI (o motor do kaizen: estratificação, 5G, teste de hipóteses) e PD (treinamento das equipes de vedação/revestimento e renegociação de contratos de empreiteiros com meta de resíduo).

P9 Quem participa do projeto — papéis, patrocinador e cronograma por fases?

Líder: engenheira da Qualidade e Meio Ambiente da obra. Equipe do Standard Kaizen: mestre de obras, analista de Suprimentos e a engenheira de planejamento. Patrocinador: gerente do contrato, com R$ 45 mil aprovados e o Compromisso ESG 2028 como diretriz. Cronograma: P até 30/04, D (piloto pavimentos 8–10) até 12/06, C até 10/07, A até 31/07 — revisão semanal no quadro da obra.

P10 O que o 5G revelou no Genba que os dados não mostravam?

O 5G transformou o entulho em número: no pavimento 6, contamos 14 masseiras (~1,1 m³) endurecidas num único dia porque o pedido superava o quantitativo real; no pavimento 7, medimos 240 peças de cerâmica — 22% viravam recorte sem aproveitamento por corte iniciado no canto, sem plano; e em 60 pontos medidos, o gesso passava da espessura de projeto. Três falhas de método, visíveis só olhando o trabalho acontecer.

P11 Quais causas foram levantadas (4M/Ishikawa) — e como cada hipótese foi testada com dados?

O 4M (workshop com mestres e empreiteiros em 08/04) levantou: pedido por estimativa (Método), corte sem paginação (Método), gesso sem controle de espessura (Método), argamassa que endurece pós-preparo (Material), equipes sem treino (Mão de obra) e empreiteiro pago por produção sem meta de resíduo (Gestão). Testes: 'indisciplina das equipes' — o desperdício se repetia igual nas equipes mais experientes, DESCARTADA (o padrão é que estava errado); 'traço fora do especificado' — conferência mostrou traço correto, DESCARTADA. Confirmadas por medição: as três causas de método.

P12 Qual é a causa raiz comprovada — e qual a evidência final? (5 porquês ou PPA)

Causas raiz fechadas nos 5 porquês: (1) argamassa sobra → pedido por estimativa do mestre → não há quantitativo por pavimento → a paginação não chega ao pedido; (2) cerâmica vira recorte → corte começa no canto → não existe plano de paginação executiva; (3) gesso consome além do previsto → aplicação sem referência → não há taliscamento nem conferência de espessura. As três explicam os 79% do Pareto — consistência fechada por medição no Genba.

D

Executar

Equipes treinadas antes, argamassa estabilizada dosada por quantitativo, paginação executiva e taliscamento do gesso: o piloto nos pavimentos 8 a 10 com dois desvios tratados no percurso.

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Entre 04/05 e 12/06 o piloto rodou nos pavimentos 8 a 10, com critério de sucesso de geração ≤ 0,135 m³/m². Antes da virada, as equipes de vedação e revestimento foram treinadas no pedido por quantitativo, na paginação e no taliscamento — mestres e empreiteiros já tinham construído o Ishikawa no workshop, o que fez a mudança chegar como solução deles. A argamassa estabilizada de 36h dosada em central substituiu o preparo por estimativa, a paginação passou a comandar os pedidos, o taliscamento passou a conferir o gesso e os kits por pavimento com caçamba dedicada deram rastreabilidade ao apontamento. Dois desvios tratados sem comprometer o bloqueio. Realizado: R$ 38,2 mil dos R$ 45 mil.

Como o líder respondeu as perguntas da fase

D1 Quais contramedidas bloqueiam cada causa comprovada? (5W2H)

O 5W2H detalhou 7 contramedidas por R$ 38,2 mil, cada uma contra uma causa: argamassa estabilizada de 36h dosada em central com pedido por quantitativo de paginação (bloqueia o pedido por estimativa), paginação executiva de alvenaria e cerâmica no projeto (bloqueia o corte sem plano), taliscamento e conferência de espessura do gesso (bloqueia a sobre-espessura), kits por pavimento com caçamba dedicada e apontamento (dá rastreabilidade ao KPI) e meta de resíduo nos contratos dos empreiteiros.

D2 Como o kaizen foi executado — datas reais, evidências e ferramentas do pilar aplicadas?

Execução no piloto dos pavimentos 8 a 10 (04/05 a 12/06) com as ferramentas do pilar: romaneio com conferência fotográfica (a régua), folha de verificação de sobra de argamassa por pavimento, CTRs de destinação e o apontamento por caçamba dedicada. A geração caiu em degraus conforme cada contramedida entrava, fechando o piloto na média de 0,128 m³/m² — abaixo do critério de 0,135.

D3 Como o time foi comunicado e treinado ANTES de virar a chave? (OPL/OJT)

Treinamento ANTES de virar: equipes de vedação e revestimento treinadas no pedido por quantitativo, na paginação e no taliscamento, com registro de presença assinado — e os mestres e empreiteiros co-autores das causas desde o workshop de 08/04, o que derrubou a resistência. OPLs do taliscamento e do quantitativo fixadas no ponto de uso de cada pavimento.

D4 Quais desvios do plano ocorreram — e o que foi decidido em cada um?

Dois desvios tratados: o controle de espessura do gesso só podia entrar quando a alvenaria de cada pavimento fosse liberada no prumo — reordenado na sequência natural da obra; e a meta de resíduo nos contratos exigiu renegociação com os empreiteiros, entrando ao longo do piloto. Ambos registrados no diário de obra, sem comprometer o bloqueio.

D5 O Major Kaizen está atualizado com a execução completa?

Major Kaizen atualizado: romaneios com fotos, folha de sobra de argamassa por pavimento, CTRs, fotos antes/depois das baias de segregação e dos pavimentos do piloto, listas de treinamento e as atas do workshop e das revisões semanais. A régua corrigida está documentada — qualquer auditoria refaz o cálculo do zero.

C

Checar

Na régua corrigida: 12 semanas entre 0,121 e 0,133 m³/m², consolidado de 0,125 — meta superada, R$ 610 mil/ano na Matriz F e B/C real de 8,7.

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A verificação usou a mesma régua da Matriz C: m³ de caçamba por m² executado, semana a semana, com conferência fotográfica. Nas 12 semanas entre o piloto e a entrega do processo (S19 a S30), a geração ficou entre 0,121 e 0,133 m³/m² — consolidado de 0,125, queda de 31% contra meta de 28%, sem nenhuma semana de retorno ao patamar de 0,182. A queda apareceu exatamente nas três categorias atacadas e acompanhou a entrada das ações pavimento a pavimento — a assinatura do bloqueio na causa. Saving validado na Matriz F: ~R$ 610 mil/ano (R$ 461 mil em material + R$ 149 mil em destinação evitada), contra custo total de R$ 70 mil: B/C real 8,7, com auditoria do Financeiro em jan/2027.

Geração de resíduos: antes × depois do bloqueiodados do case
0,2 m³/m²0,2 m³/m²0,1 m³/m²0,1 m³/m²0 m³/m²meta · 0,1 m³/m²0,2 m³/m²0,1 m³/m²baseline (jun/25–jan/26)piloto (pavimentos 8–10)
Verificação na régua corrigida da Matriz C: no piloto dos pavimentos 8 a 10, a geração caiu de 0,182 para média de 0,128 m³/m² — abaixo do critério de sucesso e já abaixo da meta de 0,13.
Como o líder respondeu as perguntas da fase

C1 Comparando antes × depois na mesma régua: qual foi o resultado? (KPI + KAI)

Antes × depois na mesma régua: m³/m² por romaneio com conferência fotográfica. Baseline 0,182 → consolidado 0,125 nas 12 semanas pós-piloto (S19–S30, faixa 0,121–0,133), últimos pontos em 0,121–0,122. KAI: 100% dos pedidos por quantitativo, sobra de argamassa ≤ 0,3 m³/pavimento e segregação ≥ 90% — a atividade que explica o resultado.

C2 Qual o saving validado (Matriz F) — e qual o B/C real do projeto?

Saving validado na Matriz F na MESMA régua da valorização: R$ 461 mil/ano em material que deixou de virar entulho + R$ 149 mil/ano em caçamba, transporte e destinação evitados (~1.550 m³/ano a R$ 96/m³) ≈ R$ 610 mil/ano. Custo total: R$ 70 mil (R$ 38,2 mil executados + horas da equipe). B/C real = 8,7; auditoria do Financeiro em jan/2027.

C3 O resultado sustentou ao longo do monitoramento — e o que você faria se não sustentasse?

Sustentação comprovada: 12 semanas seguidas na faixa 0,121–0,133, sem nenhum ponto de volta ao patamar antigo, atravessando trocas de equipe entre pavimentos — masseiras endurecidas e recortes sem aproveitamento sumiram do diário de obra. Se a geração voltasse a subir, o caminho seria voltar ao Genba por categoria — o apontamento por pavimento mostra exatamente onde reobservar.

C4 Houve efeitos secundários — em segurança, qualidade ou outras perdas?

Efeitos secundários: cronograma de 20 meses mantido e zero retrabalho de qualidade nos revestimentos (os dois riscos do charter). Positivos: a caçamba dedicada melhorou a segregação nas baias — facilitando a destinação com CTR — e o apontamento por pavimento virou ferramenta permanente de gestão da obra. Nenhum impacto em segurança do trabalho.

A

Agir

Quatro padrões no Plano da Qualidade, OJT registrado, carta semanal com plano de reação — e a expansão horizontal nascendo junto com a torre 3 e o Parque das Águas.

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O método virou padrão no Plano da Qualidade da Obra: pedido por quantitativo de paginação (com o pedido por estimativa bloqueado no próprio fluxo de Suprimentos), argamassa estabilizada em silo com validade de 36h, taliscamento e conferência de gesso, e kit por pavimento com caçamba dedicada. OJT com registro assinado; empreiteiros com meta de resíduo em contrato. O quadro da obra acompanha o m³/m² em carta semanal (linha central 0,127) com plano de reação de 4 gatilhos e dona definida. A expansão horizontal é o coração do fechamento: a torre 3 e a obra Parque das Águas já nascem com paginação executiva, silo e kits — réplica contratada, não prometida. Próximo ataque pelo Pareto: madeira de forma.

Carta de controle: m³/m² após o bloqueiodados do case
0,2 m³/m²0,1 m³/m²0,1 m³/m²0 m³/m²0 m³/m²limite de reação · 0,1 m³/m²limite inferior · 0,1 m³/m²média · 0,1 m³/m²S19S20S21S22S23S24S25S26S27S28S29S30
Nas 12 semanas entre o piloto e a entrega do processo (S19–S30), a geração se manteve entre 0,121 e 0,133 m³/m², dentro dos limites da carta — sem recorrência do patamar antigo: o ganho preso ao processo.
Como o líder respondeu as perguntas da fase

A1 Que padrão foi criado ou revisado? (SOP/OPL com número, versão e data)

Quatro padrões no Plano da Qualidade da Obra: POP do pedido por quantitativo de paginação (o pedido por estimativa foi bloqueado no próprio fluxo de Suprimentos — não dá mais pra pedir sem quantitativo), POP da argamassa estabilizada em silo (validade 36h), POP de taliscamento e conferência de gesso (≤ 6 mm sobre o projeto) e POP do kit por pavimento com caçamba dedicada e apontamento.

A2 Quem foi treinado no padrão — e como fica quem chegar depois? (OJT)

OJT com lista assinada arquivada na Qualidade da obra pra todas as equipes de vedação e revestimento; equipe nova só assume pavimento após o treinamento nos 4 padrões. Os empreiteiros assinaram contratos renegociados já com meta de resíduo — o incentivo econômico alinhado ao padrão (interface PD e gestão de contratos).

A3 Como fica a gestão à vista que segura o ganho? (pillar board: item de controle + plano de reação)

Quadro da obra (pillar board do Ambiente): m³/m² semanal em carta de controle (linha central 0,127, limites 0,145 e 0,110), estratificado por categoria, com os KAIs — 100% dos pedidos por quantitativo, sobra de argamassa ≤ 0,3 m³/pavimento, gesso ≤ 6 mm, segregação ≥ 90%. Plano de reação com 4 gatilhos: ponto acima de 0,145 dispara verificação da categoria no dia; 2 semanas subindo, reobservação no Genba; dona do processo: engenheira da Qualidade e Meio Ambiente.

A4 Onde mais a solução se aplica — e qual o plano de expansão horizontal?

Expansão horizontal contratada, não prometida: a torre 3 do Vista Serra nasce com paginação executiva, silo de argamassa estabilizada e kits por pavimento (início set/2026), e a obra Parque das Águas replica o pacote completo no 1º trimestre de 2027 — benefício adicional estimado de R$ 540 mil/ano nas duas frentes. Os padrões foram versionados no Plano da Qualidade corporativo pra valerem em qualquer obra do grupo.

A5 Quais as lições aprendidas, as perdas remanescentes e o próximo ataque indicado pelo CD?

Lições: quantitativo de projeto no pedido, paginar antes de executar e medir o resíduo por pavimento — três práticas simples que valem pra qualquer obra; e a maior lição de método: corrigir a régua ANTES da baseline (18% de divergência) foi o que deu credibilidade ao ganho — régua furada invalida projeto inteiro. Remanescentes no Pareto: madeira de forma (149 m³, 12%) — próximo ataque já recomendado na Matriz E do canteiro — e a categoria 'outros' (9%). Major Kaizen arquivado e apresentado no comitê ESG do grupo.

Resultado do projeto

Ancorado no pilar de Meio Ambiente & Energia e conduzido como Standard Kaizen, o projeto tratou o entulho como o WCM manda: perda ambiental valorizada em dinheiro no CD — perda anual de R$ 980 mil entre material comprado que virava resíduo e destinação. Com três causas de método comprovadas por medição no Genba (pedido de argamassa por estimativa, corte de cerâmica sem paginação e gesso acima da espessura) e bloqueadas na origem, a geração da torre 2 caiu de 0,182 para 0,125 m³/m² (−31%), superando a meta de 0,13 sem nenhum retorno ao patamar antigo. O saving validado na Matriz F é de cerca de R$ 610 mil/ano, contra custo total de R$ 70 mil — B/C real de 8,7 — além do avanço rumo ao Compromisso ESG 2028 do grupo. A expansão horizontal já está contratada: a torre 3 e a obra Parque das Águas nascem com os padrões do projeto. (projeto ilustrativo)

Ver o Major Kaizen fechado deste projeto o dossiê completo — perda, causa, contramedidas, saving e expansão contados passo a passo: é o que a Academia espera do seu projeto

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Use este case como referência de profundidade — quantifique o problema, prove a causa raiz com dados, verifique o bloqueio na mesma métrica e padronize pra ele não voltar.

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