Problema crônico não escolhe setor.
Onde existe processo e indicador, o WCM resolve — desperdício na produção, parada de máquina, retrabalho, atraso de entrega, fila, glosa. Veja o mesmo método aplicado em setores diferentes, cada projeto com seu Major Kaizen fechado.
Redução de Rechamadas em Contratos de Manutenção Preventiva de Elevadores
Manutenção — Serviços em Campo · Fev/2026 – Jul/2026 · Pilar PD — Desenvolvimento de Pessoas · Major Kaizen
Planejar
A cada 11 preventivas, uma virava rechamada em 30 dias — e o TWTTP provou que a causa era o sistema de trabalho da visita, não a idade dos elevadores nem o técnico novato.
Na filial São Paulo da Vertelli Elevadores (9.800 elevadores, 74 técnicos), 8,9% das preventivas viravam novo chamado no mesmo equipamento em até 30 dias: ~872 rechamadas/mês a R$ 210 cada. Como supervisor de campo, abri o projeto do jeito WCM: a Matriz C valorizou a perda em R$ 2,2 milhões/ano, a maior do mapa de perdas de serviços, e a Matriz D indicou Major Kaizen ancorado no pilar de Desenvolvimento de Pessoas — porque a estratificação apontava erro humano recorrente na visita, e erro humano no WCM se trata com TWTTP/HERCA: entender POR QUE a pessoa erra antes de culpar quem erra. A folha de verificação classificou 620 rechamadas do trimestre; a análise cruzada revelou que visitas com menos de 35 minutos têm 3,1× mais rechamada, e o teste das hipóteses derrubou o 'elevador velho' e o 'técnico novato' com dados: 74% das rechamadas por peça tinham o desgaste ANOTADO na visita anterior — o técnico via o problema, o sistema não deixava resolver. O 5W2H fechou 7 contramedidas por R$ 58.300, com B/C estimado de 4 na Matriz E.
P1 Qual perda este projeto ataca — e onde ela aparece no mapa de perdas da área? (Matriz A)
A Matriz A dos serviços em campo mapeou as perdas — rechamada pós-preventiva, deslocamento improdutivo, hora técnica em corretiva evitável, multa de disponibilidade contratual, perda de contrato. A perda atacada é a rechamada: 8,9% das preventivas mensais geravam chamado corretivo no mesmo elevador em até 30 dias — ~872/mês, a maior fatia do mapa e a que mais corrói a confiança do cliente.
P2 Quanto essa perda custa por ano? (Matriz C — valorização)
A Matriz C valorizou a perda com a Controladoria: ~872 rechamadas/mês × R$ 210 (deslocamento + ~2 horas técnicas) ≈ R$ 183 mil/mês, R$ 2,2 milhões/ano — com memória de cálculo pelo sistema de gestão de campo. Perdas associadas registradas sem monetização direta: disponibilidade em 98,1% contra 99% contratuais e perda de contratos de 7,2% ao ano.
P3 A perda é causal ou resultante? De onde ela vem — ou o que ela gera? (Matriz B)
Na Matriz B, a rechamada é perda resultante; as causais são a visita incompleta (checklist parcial por rota apertada), o ajuste de porta sem padrão, a peça de desgaste fora do veículo e o repetitivo nunca escalado. A perda de contratos e a multa de disponibilidade DERIVAM da rechamada. Interfaces: PM (engenharia de campo e escalonamento de repetitivos — a fronteira com a manutenção profissional) e Logística (kit embarcado com reposição semanal).
P4 Onde, quando e como a perda se concentra? (estratificação + Pareto)
A estratificação das 620 rechamadas do trimestre nov/25–jan/26 deu o endereço: 62% concentradas em 18% da carteira (~1.764 elevadores 15+ anos de alta utilização); preventivas abaixo de 35 minutos com 3,1× mais rechamada que as de 50+ (média de 32 minutos nas rotas carregadas). Pareto por causa: ajuste incompleto do operador de porta (214, 35%), checklist parcial (152, 25%), peça de desgaste sem troca proativa (118, 19%), falha recorrente não escalada (87, 14%), erro de diagnóstico (49, 8%).
P5 Que método a perda pede: Quick, Standard, Major ou Advanced Kaizen? (Matriz D)
A Matriz D indicou Major Kaizen: perda crônica (8 meses estável), multicausal (4 causas dominantes), atravessando técnicos, Central, logística de peças e engenharia — equipe multifuncional e 7 passos completos. Pilar de ataque: PD, porque o fenômeno central era erro/omissão humana recorrente na visita — e a resposta do PD é TWTTP/HERCA (entender por que o erro acontece) + matriz de habilidades + padrão que não depende de memória, não é punir nem só 'treinar mais'.
P6 Qual o B/C estimado do projeto — e por que ele vence os concorrentes? (Matriz E)
Na Matriz E, benefício estimado de R$ 1,1 milhão/ano (bloqueando 92% do Pareto) contra custo estimado de R$ 330 mil (kits embarcados nos 74 veículos ~R$ 259 mil + contramedidas R$ 70 mil): B/C estimado de 3,3 — o maior benefício absoluto da carteira de serviços; o mutirão corretivo geral (B/C 0,8, ataca sintoma) foi descartado pela própria matriz.
P7 Qual é o tema e a meta do projeto? (objetivo + valor + prazo, na régua da perda)
Tema: reduzir a rechamada pós-preventiva da filial São Paulo. Meta: de 8,9% para 4,5% (queda de ~49%) até 31/07/2026, sem reduzir preventivas contratuais nem ampliar os 74 técnicos. KPI: % de rechamadas em 30 dias e disponibilidade média da carteira; KAI: checklist 100% concluído, tempo mínimo por família cumprido, kit embarcado completo na conferência semanal e repetitivos com plano em 7 dias.
P8 Qual é o pilar âncora do projeto — e quais as interfaces com outros pilares?
Pilar âncora: Desenvolvimento de Pessoas — o projeto exercita o TWTTP (The Way To Teach People: por que o técnico não completa a visita?) e o HERCA (análise de causa do erro humano: o desgaste era anotado e a peça não estava no veículo — erro induzido pelo sistema, não incompetência), a matriz de habilidades por família de elevador e o padrão que independe de memória (checklist com bloqueio de conclusão). Interfaces: PM (escalonamento à engenharia de campo) e Logística (kit embarcado com reposição semanal do CD).
P9 Quem participa do projeto — papéis, patrocinador e cronograma por fases?
Equipe multifuncional: eu na liderança (supervisão de campo), Débora Kimura (sistemas/checklist digital), Fábio Arruda (engenharia de campo), Sílvia Prado (logística de peças) e Renan Duarte (Central de Atendimento). Patrocinador: Marcelo Tavares, da Diretoria de Serviços — dono do pilar PD na companhia. Cronograma: P até 08/05, D (piloto 2 rotas a partir de 11/05 + rollout) até 10/07, C até 25/07, A até 31/07, com revisão semanal na gerência regional.
P10 O que o 5G revelou no Genba que os dados não mostravam?
O 5G foi a campo: acompanhamos 24 rechamadas de porta no próprio edifício (Gemba), examinando o ajuste real (Genbutsu — 19 das 24, ou 79%, com folga ou alinhamento fora do padrão dias após a preventiva), cruzamos o horário do app com o GPS dos veículos pra medir o tempo real de visita (Genjitsu) e conferimos fisicamente os veículos: a peça de desgaste não estava embarcada. O princípio violado (Genri): a preventiva só previne se for completa; o padrão ausente (Gensoku): folgas e torques por família nunca foram escritos.
P11 Quais causas foram levantadas (4M/Ishikawa) — e como cada hipótese foi testada com dados?
O 4M do workshop de 08/04: Método — ajuste de porta 'no olho', checklist único genérico, rota por contagem sem tempo mínimo, sem regra de escalonamento; Material — veículo sem kit de desgaste, reposição em d+2; Máquina — 18% da carteira com 15+ anos; Mão de obra — produtividade medida por visitas/dia, novatos sem mentoria. Testes: 'elevador velho gera rechamada inevitável' caiu — dentro da própria carteira crítica, a rechamada acompanhava o TEMPO DE VISITA (3,1× abaixo de 35 min), não a idade isolada; 'falha de técnico novato' caiu no HERCA — 74% das 118 rechamadas por peça tinham o desgaste anotado na visita anterior: o técnico enxergava, o sistema não deixava resolver. Sobreviveram as 4 hipóteses de método e logística.
P12 Qual é a causa raiz comprovada — e qual a evidência final? (5 porquês ou PPA)
Quatro cadeias fechadas: (1) porta desregula em dias → ajuste feito no olho → sem folgas e torques por família → o padrão nunca foi escrito nem treinado (214 casos, 35%); (2) item não verificado → checklist genérico executado parcialmente → rota dimensionada por contagem sem tempo mínimo → a produtividade era medida por visitas/dia (152, 25%); (3) desgaste anotado e não trocado → peça não está no veículo → kit nunca foi desenhado pro campo (118, 19%, com 74% de anotação prévia — a evidência HERCA); (4) mesmo elevador chama de novo → ninguém escala → não existe regra de escalonamento à engenharia (87, 14%). Juntas: 92% do Pareto.
Executar
OJT antes do piloto de 11/05 em 2 rotas, gabarito adaptado no próprio Genba — e rollout antecipado pra toda a filial em 22/06 com leitura parcial boa.
A execução seguiu a disciplina do WCM: treinar antes, executar registrando, tratar desvio na hora. As 7 contramedidas saíram do papel: checklist digital por família com itens obrigatórios, bloqueio de conclusão e tempo mínimo de 45 minutos nas famílias críticas; procedimento de ajuste de porta com folgas, torques e gabarito por família; kit de 28 peças de desgaste embarcado; e regra de escalonamento — 2 chamados no mesmo equipamento em 60 dias vão pra engenharia. O piloto rodou em 2 rotas (260 elevadores, 47 da carteira crítica) de 11/05 a 30/06. O desvio da primeira semana — o gabarito não servia em duas famílias antigas — foi tratado pela engenharia no próprio Genba, com adaptação e retreinamento. A leitura parcial de 19/06 (preventivas de maio em 5,0%) autorizou antecipar o rollout em 22/06; as 72 rotas restantes foram treinadas em 3 ondas até 10/07, quando o checklist em papel foi aposentado.
D1 Quais contramedidas bloqueiam cada causa comprovada? (5W2H)
O 5W2H fechou 7 contramedidas por R$ 58.300 (+ R$ 259 mil dos kits nos 74 veículos), cada uma na causa: checklist digital por família com bloqueio de conclusão e tempo mínimo de 45 minutos nas críticas (bloqueia a visita parcial — e é poka-yoke de processo: o sistema não deixa concluir sem os itens); procedimento de porta com folgas, torques e gabarito por família (bloqueia o ajuste no olho); kit de 28 peças embarcado com reposição semanal (bloqueia o desgaste sem troca); escalonamento de repetitivos à engenharia (bloqueia a recorrência sem tratamento).
D2 Como o kaizen foi executado — datas reais, evidências e ferramentas do pilar aplicadas?
O kaizen rodou no piloto de 2 rotas (11/05 a 30/06) e no rollout antecipado a partir de 22/06. Ferramentas do pilar PD aplicadas: OJT por família de elevador com avaliação prática, OPL do gabarito de porta afixada no kit, matriz de habilidades atualizada por rota — e o padrão desenhado pra não depender de memória (checklist com bloqueio + tempo mínimo no sistema). A Central foi treinada na árvore de 12 códigos, garantindo a régua da medição.
D3 Como o time foi comunicado e treinado ANTES de virar a chave? (OPL/OJT)
Antes do piloto, os técnicos das 2 rotas foram treinados e avaliados no novo padrão, com registro; as 72 rotas restantes receberam OJT em 3 ondas até 10/07. Os síndicos da carteira crítica foram comunicados sobre o novo padrão de visita (mais tempo por elevador). Ninguém operou sem treinamento registrado — e o retreinamento do gabarito adaptado foi refeito no próprio local.
D4 Quais desvios do plano ocorreram — e o que foi decidido em cada um?
Dois desvios registrados e decididos: o gabarito de porta não se encaixava em duas famílias antigas — a engenharia adaptou no próprio Genba e refez o treinamento, sem mudar plano nem orçamento; e a leitura parcial de 19/06 (5,0% nas preventivas de maio) antecipou o rollout pra 22/06, antes do fechamento formal do piloto — desvio positivo, validado com o patrocinador.
D5 O Major Kaizen está atualizado com a execução completa?
O Major Kaizen foi atualizado com a execução completa: OS com checklist digital 100% concluído e horários de entrada/saída, listas de OJT das 3 ondas, fotos de antes/depois dos ajustes de porta, conferência semanal dos kits e a folha de verificação das rechamadas classificadas causa a causa — documento vivo pronto pra verificação.
Checar
Na régua da Matriz C: de 8,9% pra 4,1%, saving de R$ 1,18 milhão/ano na Matriz F, disponibilidade de 98,1% pra 99,3% — B/C real 3,7.
A verificação usou a mesma régua da valorização: a mesma janela de 30 dias e a mesma árvore de classificação da Central. O piloto fechou em 4,7% (critério: 5,0%); com o rollout, o consolidado estabilizou em 4,1%, com as 12 semanas (S19–S30) entre 3,6% e 4,6% — meta de 4,5% superada, queda de 54%. Os KAIs amarram o resultado: checklist 100% concluído em 98% das preventivas, tempo mínimo cumprido, kits completos em 96% das conferências e repetitivos com plano em 7 dias. As rechamadas caíram de ~872 para ~402/mês: R$ 1,18 milhão/ano validados na Matriz F, contra custo total de R$ 317 mil — B/C real de 3,7, payback abaixo de 4 meses. A disponibilidade subiu de 98,1% para 99,3%, acima do compromisso contratual, e a perda de contratos tem queda projetada de 7,2% para 5% ao ano.
C1 Comparando antes × depois na mesma régua: qual foi o resultado? (KPI + KAI)
Na mesma régua do baseline — janela de 30 dias e árvore de 12 códigos da Central: de 8,9% (média jun/25–jan/26) para 4,7% no piloto e 4,1% no consolidado, com as 12 semanas S19–S30 entre 3,6% e 4,6% e os últimos pontos em 3,6–3,8%. KAIs: checklist 100% concluído em 98% das preventivas, tempo mínimo por família cumprido, kit completo em 96% das conferências semanais, repetitivos 100% com plano em 7 dias.
C2 Qual o saving validado (Matriz F) — e qual o B/C real do projeto?
O saving foi validado na régua da Matriz C e lançado na Matriz F: 470 rechamadas/mês evitadas × R$ 210 × 12 ≈ R$ 1,18 milhão/ano, com auditoria formal da Controladoria em fev/2027. Custo total realizado: ~R$ 317 mil (kits dos 74 veículos ~R$ 259 mil + contramedidas R$ 58.300). B/C real = 3,7; payback abaixo de 4 meses — na faixa do 3,3 estimado na Matriz E.
C3 O resultado sustentou ao longo do monitoramento — e o que você faria se não sustentasse?
O resultado sustentou: nenhuma das 12 semanas voltou ao patamar de 8,9%, e cada causa caiu conforme o previsto no Pareto — porta, checklist e peça exatamente onde as contramedidas atacaram, com os repetitivos ganhando plano da engenharia em vez de nova visita às cegas. Se a rechamada recuasse, o caminho seria voltar ao HERCA — reanalisar por que o erro voltou a ser induzido, não cobrar mais velocidade dos técnicos.
C4 Houve efeitos secundários — em segurança, qualidade ou outras perdas?
Efeitos secundários positivos: disponibilidade média de 98,1% pra 99,3% (acima do compromisso de 99%), perda de contratos com queda projetada de 7,2% pra 5% ao ano, e nenhuma preventiva contratual reduzida nem técnico adicionado. Vigiado e controlado: o tempo mínimo por visita não cortou nenhuma preventiva do calendário — o dimensionamento segurou. Residual na Matriz C: erro de diagnóstico na 1ª visita (49 casos, 8%), candidato ao próximo giro.
Agir
Quatro SOPs no Manual de Serviços em Campo, OJT registrado nas 74 rotas, pillar board com plano de reação — e a expansão horizontal já mira RJ e BH.
A padronização travou o ganho: quatro SOPs entraram no Manual de Serviços em Campo em 15/07 — checklist digital por família, ajuste de porta com folgas e torques, kit embarcado com reposição semanal e escalonamento de repetitivos —, com o checklist em papel aposentado em 10/07 e todas as rotas treinadas por OJT com registro. A matriz de habilidades por família virou viva: técnico só assume rota crítica com proficiência avaliada — o legado do pilar PD. O quadro regional virou o pillar board: taxa semanal de rechamadas em carta (linha central 4,1%, limites 5,8% e 2,4%) estratificada por rota e causa, KAIs vigiados e plano de reação com contenção em 48 horas. Em 31/07 a gestão passou pra Patrícia Fontes, gerente regional. A expansão horizontal já tem cronograma: Rio de Janeiro em set/2026 e Belo Horizonte em out/2026. Lição de método: as hipóteses cômodas — 'elevador velho', 'técnico novato' — caíram no teste; o erro era induzido pelo sistema de trabalho.
A1 Que padrão foi criado ou revisado? (SOP/OPL com número, versão e data)
Quatro SOPs no Manual de Serviços em Campo em 15/07/2026, com número, versão e data: checklist digital por família com itens obrigatórios e bloqueio de conclusão; ajuste do operador de porta com folgas e torques de referência por família (com o gabarito adaptado às famílias antigas); kit de desgaste embarcado com reposição semanal automática pelo CD; escalonamento de equipamento repetitivo (2 chamados em 60 dias) à engenharia. Na essência: a qualidade da preventiva deixou de depender da memória e do capricho da visita — o padrão ficou travado no sistema, e o checklist em papel foi aposentado em 10/07.
A2 Quem foi treinado no padrão — e como fica quem chegar depois? (OJT)
OJT com registro nas 74 rotas: as 2 do piloto antes de 11/05 e as 72 restantes em 3 ondas até 10/07, no próprio posto, com listas arquivadas — incluindo o retreinamento do gabarito adaptado. A matriz de habilidades por família de elevador ficou viva: técnico só assume rota crítica com proficiência avaliada, e novato entra com mentoria — o mecanismo permanente do pilar PD. A Central treinada na árvore de 12 códigos sustenta a régua da medição.
A3 Como fica a gestão à vista que segura o ganho? (pillar board: item de controle + plano de reação)
O pillar board regional acompanha a taxa semanal de rechamadas em carta (linha central 4,1%, limites 5,8% e 2,4%), estratificada por rota e causa, com os KAIs vigiados: checklist 100% concluído em ≥ 98% das preventivas, tempo mínimo por família (45 min críticas, 35 demais), kit completo ≥ 95% na conferência semanal e repetitivo com plano em até 7 dias. Plano de reação com 4 gatilhos: semana acima de 5,8% aciona contenção em 48h (auditoria das OS + visita conjunta com técnico sênior); 7 semanas acima de 4,1% disparam diagnóstico; KAI fora do padrão tratado no mesmo dia; carteira ou família nova aciona revisão preventiva. Dona do processo desde 31/07: Patrícia Fontes, com o indicador no painel mensal da Diretoria de Serviços.
A4 Onde mais a solução se aplica — e qual o plano de expansão horizontal?
Expansão horizontal com cronograma: o pacote completo (checklist por família, procedimento de porta com gabarito, kit embarcado, escalonamento e matriz de habilidades) em replicação nas filiais Rio de Janeiro (set/2026) e Belo Horizonte (out/2026) — benefício adicional estimado de R$ 900 mil/ano nas duas. Multiplicadores: os técnicos seniores das 2 rotas-modelo do piloto.
A5 Quais as lições aprendidas, as perdas remanescentes e o próximo ataque indicado pelo CD?
Lições no book da Vertelli: rota se dimensiona por tempo e complexidade, não por contagem; peça de desgaste se troca antes de falhar — a rechamada de R$ 210 paga o kit; elevador repetitivo é problema de engenharia, não de rota; e o TWTTP/HERCA provou que o erro humano era induzido pelo sistema — se tivéssemos agido pelas hipóteses cômodas ('elevador velho', 'técnico novato'), teríamos trocado gente e pedido modernização, mantendo a causa viva. Remanescentes na Matriz C: erro de diagnóstico na 1ª visita, rotas por complexidade e mentoria de novatos — próximos ataques indicados pelo CD. Major Kaizen arquivado no acervo do pilar PD.
Ancorado no pilar de Desenvolvimento de Pessoas, o Major Kaizen aplicou a lógica TWTTP/HERCA à rechamada: por que o técnico não completa a visita? A análise provou que o erro era induzido pelo sistema de trabalho — checklist genérico, rota por contagem, peça fora do veículo — e não por falta de competência. Com o checklist digital por família com bloqueio de conclusão, o ajuste de porta com gabarito, o kit de desgaste embarcado e o escalonamento de repetitivos, a taxa de rechamadas da filial São Paulo caiu de 8,9% para 4,1% (meta: 4,5%), de ~872 para ~402 por mês. O saving validado na Matriz F é de R$ 1,18 milhão/ano — na régua da Matriz C que valorizou a perda em R$ 2,2 milhões/ano — contra custo total de R$ 317 mil: B/C real de 3,7, payback abaixo de 4 meses. A disponibilidade subiu de 98,1% para 99,3% e o pacote já está em expansão horizontal pro Rio de Janeiro e Belo Horizonte. (projeto ilustrativo)
Pronto pra resolver o problema crônico da sua área?
Use este case como referência de profundidade — quantifique o problema, prove a causa raiz com dados, verifique o bloqueio na mesma métrica e padronize pra ele não voltar.
