Academia WCM
Cases de aplicação

Problema crônico não escolhe setor.

Onde existe processo e indicador, o WCM resolve — desperdício na produção, parada de máquina, retrabalho, atraso de entrega, fila, glosa. Veja o mesmo método aplicado em setores diferentes, cada projeto com seu Major Kaizen fechado.

H
Case detalhado · Hotelaria · WC-2026-009

Redução do Tempo de Liberação de Quartos (Housekeeping) no Altavia Hotel Centro

Hotelaria — Governança / Housekeeping · Mar/2026 – Ago/2026 · Pilar AM·WO — Manutenção Autônoma + Workplace Org. · Standard Kaizen

P

Planejar

A cronometragem de 40 liberações no Genba derrubou a hipótese de que faltava camareira: a limpeza era estável em 28 minutos — a perda estava na espera de enxoval e na fila de inspeção.

case completo

No Altavia Hotel Centro (180 quartos, ocupação média de 78%), o mapa de perdas da governança apontou a maior fatia no tempo de liberação de quartos: 74 minutos em média após o check-out, com fila de check-in de até 25 hóspedes nos fins de semana. Como coordenadora de governança, abri o projeto do jeito WCM: valorizei a perda na Matriz C — R$ 16,25 mil/mês entre early check-in não vendido e hora extra, R$ 195 mil/ano —, estratifiquei as 380 ocorrências mensais e escolhi o método pela Matriz D: um Standard Kaizen ancorado no pilar de Workplace Organization, porque as causas apontavam pra organização do posto e do abastecimento, não pra falta de gente. No Genba, cronometrei 40 liberações ao lado das camareiras e a hipótese de 'falta de gente' caiu: a limpeza era estável em 28 minutos — o tempo se perdia esperando enxoval e na fila de inspeção. A Matriz E fechou B/C estimado de 7,0 e o 5W2H saiu com 7 contramedidas por R$ 19.600.

Motivos das liberações acima de 60 minutosdados do case
100%75%50%25%0%31,1%23,9%17,9%15%12,1%acum.Espera de enxoval da lavanderiaFalta de sequenciamento das camareirasPendência de manutenção no quartoInspeção da governanta em loteAmenities em falta no andar
A folha de verificação registrou 380 ocorrências/mês acima de 60 min: espera de enxoval e falta de sequenciamento somam 55% — as duas causas provadas no 5G que o Standard Kaizen bloqueou; a hipótese de limpeza lenta caiu na cronometragem.
Como o líder respondeu as perguntas da fase

P1 Qual perda este projeto ataca — e onde ela aparece no mapa de perdas da área? (Matriz A)

A Matriz A da governança mapeou as perdas do fluxo de hospedagem — tempo de liberação de quartos, retrabalho de limpeza (recall), extravio de enxoval e pendências de manutenção. A perda atacada é o tempo de liberação: 380 liberações/mês acima de 60 minutos, a maior fatia do mapa, doendo no hóspede (fila de até 25 pessoas no lobby) e no caixa ao mesmo tempo.

P2 Quanto essa perda custa por ano? (Matriz C — valorização)

A Matriz C valorizou a perda com o controller da unidade: R$ 9,45 mil/mês de early check-in não vendido + R$ 6,8 mil/mês de hora extra da governança = R$ 16,25 mil/mês, R$ 195 mil/ano. A memória de cálculo usa os registros do PMS (Property Management System) e a folha de ponto — e é essa régua, validada antes de começar, que mede o ganho no final. A nota 8,1 nas OTAs, abaixo do padrão 8,5 da rede, entrou como perda de reputação não monetizada.

P3 A perda é causal ou resultante? De onde ela vem — ou o que ela gera? (Matriz B)

Na Matriz B, o tempo de liberação é perda resultante: as causais associadas são a espera de material (enxoval entregue em lote por tipo de peça, não por quarto) e a falta de sequenciamento do trabalho pelas chegadas. Por isso o projeto tem interface direta com a Logística interna (abastecimento da lavanderia) — atacar só o 'tempo' sem atacar o abastecimento e a organização do posto seria remendo.

P4 Onde, quando e como a perda se concentra? (estratificação + Pareto)

Estratifiquei 8 semanas do PMS por dia da semana, horário e andar: sábados e domingos de pico (~95 check-outs) subiam a 88 minutos contra 68 em dias úteis, com as liberações longas concentradas entre 11h e 15h. O Pareto das 380 ocorrências/mês apontou espera de enxoval (118 casos), falta de sequenciamento (91) e inspeção em lote (57) — as três primeiras barras somam 70% da perda.

P5 Que método a perda pede: Quick, Standard, Major ou Advanced Kaizen? (Matriz D)

A Matriz D indicou um Standard Kaizen: as causas eram evidentes após a observação (abastecimento e sequência de trabalho), sem exigir análise estatística nem equipe multifuncional de longo prazo — mas pediam método e padrão, não um Quick de ajuste pontual. Pilar de ataque: Workplace Organization, porque a perda nasce da organização do posto, do abastecimento no ponto de uso e da ausência de trabalho padronizado.

P6 Qual o B/C estimado do projeto — e por que ele vence os concorrentes? (Matriz E)

Na Matriz E, o benefício estimado era de R$ 175 mil/ano (90% da perda das duas causas principais) contra custo estimado de R$ 25 mil (kits, quadros, treinamento e horas da equipe): B/C estimado de 7,0 — primeiro da carteira da governança, à frente do projeto de extravio de enxoval (B/C 2,8) e da pendência de manutenção (que virou candidato pro giro seguinte).

P7 Qual é o tema e a meta do projeto? (objetivo + valor + prazo, na régua da perda)

Tema: reduzir o tempo de liberação de quartos do Altavia Hotel Centro. Meta: de 74 para 45 minutos (queda de 39%) até 28/08/2026, sem contratar e mantendo o recall ≤ 2%. KPI: tempo médio de liberação (PMS) e % de quartos prontos até as 15h; KAI: entrega dos kits de enxoval no horário e % de camareiras seguindo o sequenciamento — os indicadores de atividade que explicam de onde o resultado vem.

P8 Qual é o pilar âncora do projeto — e quais as interfaces com outros pilares?

Pilar âncora: Workplace Organization (AM/WO) — o projeto exercita organização do posto (rouparia por kits, carrinho de amenities por andar), abastecimento no ponto de uso e trabalho padronizado com sequenciamento. Interfaces declaradas: Logística interna (janelas de entrega da lavanderia às 10h e 13h), Desenvolvimento de Pessoas (OJT das 22 camareiras) e Manutenção (ronda preventiva dos quartos, terceira barra do Pareto).

P9 Quem participa do projeto — papéis, patrocinador e cronograma por fases?

Equipe: eu como líder (coordenadora de governança), Luciana Prates (lavanderia), Jorge Nascimento (recepção), Sônia Ferraz (governanta executiva) e Marcos Vinícius Dutra (manutenção). Patrocinador: Eduardo Vilaça, diretor de operações — dono do pilar WO na rede. Cronograma: P até 05/06, D (piloto 3 andares + expansão) até 31/07, C até 18/08, A até 28/08, com rotina semanal no quadro da governança.

P10 O que o 5G revelou no Genba que os dados não mostravam?

O 5G revelou o que o PMS não mostrava: entre 25 e 29/05 cronometrei 40 liberações no local real (Gemba), examinando o fluxo do enxoval físico (Genbutsu) e cruzando com os números (Genjitsu). O quarto 512 ficou pronto e parado 38 minutos esperando enxoval que chegava em lote por tipo de peça; o 907 foi limpo por último na sequência fixa com o hóspede esperando 55 minutos no lobby. A limpeza em si: estável, 28 minutos — o princípio violado (Genri) era abastecer no ponto de uso; o padrão inexistente (Gensoku), o sequenciamento.

P11 Quais causas foram levantadas (4M/Ishikawa) — e como cada hipótese foi testada com dados?

O 4M do workshop de 28/05 levantou: Método — sequência fixa por corredor, inspeção 100% em lote, reposição centralizada; Material — enxoval em lote por tipo de peça, amenities em falta no andar; Mão de obra — camareiras sem visibilidade das chegadas, novatas sem treino no padrão; Máquina/infra — capacidade da lavanderia concentrada à tarde. Hipóteses testadas: 'falta de camareira' caiu (limpeza estável em 28 min nas 40 medições); 'capacidade da lavanderia' caiu (o enxoval existia em estoque — o problema era a forma de entrega); o teste de 03/06 com sequenciamento pelas chegadas liberou 6 quartos prioritários antes das 14h30 contra 2 na sequência fixa — hipótese confirmada.

P12 Qual é a causa raiz comprovada — e qual a evidência final? (5 porquês ou PPA)

Duas cadeias fechadas. Espera de enxoval: quarto pronto parado → enxoval não está no andar → lavanderia entrega em lote por tipo de peça → nunca se montou kit por quarto → o abastecimento nunca foi desenhado pelo ponto de uso (causa raiz 1). Sequência cega: hóspede espera no lobby → quarto dele é limpo por último → sequência fixa por corredor → camareira não vê as chegadas → a previsão do PMS nunca foi ligada à rotina do posto (causa raiz 2). Evidência final: 209 das 380 ocorrências mensais (55%) nas duas causas, confirmadas pela cronometragem e pelo teste comparativo.

D

Executar

Piloto de duas semanas em 3 andares com critério definido antes — 46 minutos, recall 1,4% — e expansão aos 12 andares concluída em 31/07, com OJT registrado antes da virada.

case completo

A execução seguiu a disciplina do WCM: treinar antes de virar a chave e testar na área modelo antes de expandir. O piloto rodou de 06 a 19/07 nos andares 4 a 6 (45 quartos), com as 4 contramedidas principais juntas: kits de enxoval às 10h e 13h, sequenciamento pela previsão de chegadas, inspeção por amostragem e carrinho de amenities por andar — as ferramentas clássicas do pilar WO, do abastecimento no ponto de uso ao trabalho padronizado. Critério de sucesso combinado com o patrocinador: tempo ≤ 50 minutos e recall ≤ 2%. Fechou em 46 minutos, recall 1,4% e 93% dos quartos prontos até as 15h. Dois desvios tratados e incorporados ao padrão: o quadro de prioridades virou quadro branco na copa e a amostragem ficou restrita às seniores. Expansão aos 12 andares concluída em 31/07, com as 22 camareiras e 3 supervisoras treinadas até 14/08.

Como o líder respondeu as perguntas da fase

D1 Quais contramedidas bloqueiam cada causa comprovada? (5W2H)

O 5W2H fechou 7 contramedidas por R$ 19.600, cada uma ligada à causa que bloqueia: kits de enxoval por quarto montados na lavanderia com entregas às 10h e 13h (causa 1 — abastecimento no ponto de uso); sequenciamento das camareiras pela previsão de chegadas enviada às 8h, 12h e 15h (causa 2); inspeção por amostragem no lugar do lote; carrinho de amenities por andar com reposição noturna; ronda preventiva de manutenção; quadro de prioridades por andar; e painel de status no PMS.

D2 Como o kaizen foi executado — datas reais, evidências e ferramentas do pilar aplicadas?

O kaizen rodou primeiro em piloto de duas semanas (06 a 19/07) nos andares 4 a 6, com critério de sucesso definido antes: tempo ≤ 50 minutos e recall ≤ 2%. As ferramentas do pilar WO entraram juntas: kits no ponto de uso, rota de abastecimento com janelas fixas, quadro de gestão à vista por andar e trabalho padronizado de sequenciamento. Piloto fechou em 46 minutos, recall 1,4% e 93% dos quartos prontos até as 15h; a expansão aos 12 andares foi concluída em 31/07 — investimento realizado: R$ 19.600 dos R$ 25 mil.

D3 Como o time foi comunicado e treinado ANTES de virar a chave? (OPL/OJT)

Antes de virar a chave, treinei com Sônia as camareiras e supervisoras do piloto no próprio posto: OPL do kit por quarto e OPL do sequenciamento, afixadas na copa de cada andar. Lavanderia e recepção foram comunicadas nas viradas de turno. Na expansão, as 22 camareiras e 3 supervisoras completaram o OJT até 14/08, com lista de presença assinada — ninguém operou o padrão novo sem treinamento registrado.

D4 Quais desvios do plano ocorreram — e o que foi decidido em cada um?

Dois desvios registrados e decididos: o quadro de prioridades previsto em planilha virou quadro branco na copa de cada andar (camareiras não tinham acesso rápido ao computador no turno) e a inspeção por amostragem ficou restrita às seniores (1 em cada 5 quartos), mantendo 100% pras novatas até dominarem o padrão. Os dois ajustes entraram no padrão final.

D5 O Major Kaizen está atualizado com a execução completa?

O Major Kaizen foi atualizado com a execução completa: fotos do antes e depois da rouparia e dos carrinhos, folhas de verificação das entregas de kits (10h e 13h), registros do envio da previsão de chegadas nos 3 horários, listas de OJT assinadas e os registros de horário do PMS — a mesma fonte da baseline, garantindo comparação limpa na Verificação.

C

Checar

Na régua da Matriz C: 43 minutos contra 74, 96% dos quartos prontos até as 15h, saving de R$ 180 mil/ano validado pelo controller — B/C real 6,1.

case completo

A verificação comparou antes × depois na mesma régua da valorização: os registros de horário do PMS. Com a melhoria nos 12 andares, as médias de 12 dias úteis (03 a 18/08) ficaram entre 40 e 48 minutos, consolidando 43 — abaixo da meta de 45 e longe dos 74 iniciais. Os KAIs explicam o resultado: kits no horário em 98% dos dias e 100% de adesão ao sequenciamento. A prova do bloqueio: espera de enxoval e fila de inspeção sumiram das folhas de verificação, com a limpeza estável em 28 minutos — como a análise previa. O recall ficou em 1,4%: a velocidade não custou qualidade. O controller validou o saving na Matriz F: R$ 180 mil/ano, contra custo total de R$ 29,6 mil — B/C real de 6,1.

Tempo de liberação: antes × depois do kaizendados do case
85,1 min63,8 min42,6 min21,3 min0 minmeta · 45 min74 min46 minbaseline (8 semanas pré-piloto)piloto andares 4–6 (06–19/07)
Verificação na mesma régua da baseline: no piloto dos andares 4 a 6 (06 a 19/07), o tempo médio caiu de 74 para 46 minutos, batendo o critério de até 50; com a expansão aos 12 andares, consolidou em 43 — abaixo da meta de 45.
Como o líder respondeu as perguntas da fase

C1 Comparando antes × depois na mesma régua: qual foi o resultado? (KPI + KAI)

Na mesma régua da identificação — registros de horário do PMS, mesmo indicador: com a expansão aos 12 andares, as médias de 12 dias úteis (03 a 18/08) ficaram entre 40 e 48 minutos, consolidando 43 contra 74 da baseline (queda de 42%). KPI complementar: quartos prontos até as 15h de 62% para 96%. KAI: kits entregues no horário em 98% dos dias e 100% das camareiras no sequenciamento — os indicadores de atividade explicam o resultado.

C2 Qual o saving validado (Matriz F) — e qual o B/C real do projeto?

O saving foi validado pelo controller na mesma régua da Matriz C: R$ 9,45 mil/mês de early check-in recuperado + R$ 5,55 mil/mês de hora extra evitada = R$ 180 mil/ano na Matriz F. Custo total realizado: R$ 29,6 mil (R$ 19.600 de investimento + R$ 10 mil de horas da equipe). B/C real = 6,1 — próximo do 7,0 estimado na Matriz E.

C3 O resultado sustentou ao longo do monitoramento — e o que você faria se não sustentasse?

O resultado sustentou: nenhum dos 12 dias medidos voltou ao patamar antigo, a espera de enxoval e a fila de inspeção sumiram das folhas de verificação e a limpeza seguiu estável em 28 minutos — exatamente como a análise previa. Até o pico de 15/08 (92% de ocupação) foi absorvido com 47 minutos, com o reforço preventivo da véspera. Se o ganho não segurasse, o caminho seria voltar ao 5G — causa mal identificada não se resolve com mais ação.

C4 Houve efeitos secundários — em segurança, qualidade ou outras perdas?

Nenhum efeito negativo em segurança ou qualidade: o recall ficou em 1,4% (limite 2%) — a régua que garantia que velocidade não custaria padrão. Positivos, três: a recepção ganhou previsibilidade pra vender early check-in, a rouparia organizada por kits reduziu perda e extravio de enxoval (ganho adicional anotado na Matriz F) e a previsão de chegadas virou rotina compartilhada entre governança e recepção.

A

Agir

Quatro SOPs publicados, OJT das 22 camareiras registrado, pillar board com plano de reação — e o padrão em expansão horizontal pro Altavia Pampulha.

case completo

Pro ganho não escorregar de volta, o novo jeito de trabalhar virou padrão: quatro SOPs publicados e treinados por OJT com as 22 camareiras e 3 supervisoras até 14/08, com registro assinado. O quadro da governança virou o pillar board do projeto: tempo de liberação em carta simples (linha central 43, faixa 34–52), quartos prontos até as 15h, KAIs de kits e recall, com plano de reação de 4 gatilhos e dona do processo definida no handover de 28/08 (Patrícia Lemos, com Sônia Ferraz no dia a dia). A expansão horizontal já começou: o pacote completo seguiu pro Altavia Hotel Pampulha (set/2026, benefício adicional estimado de R$ 120 mil/ano). O mapa de perdas foi atualizado e o próximo ataque indicado pelo CD já tem alvo: as pendências de manutenção no quarto, terceira barra do Pareto, com interface PM.

Carta de controle: tempo de liberação após a expansãodados do case
59,8 min44,8 min29,9 min15 min0 minlimite de reação · 52 minlimite inferior · 34 minmédia · 43 min03/0804/0805/0806/0807/0810/0811/0812/0813/0814/0817/0818/08
Nos 12 dias úteis seguintes à expansão aos 12 andares (03 a 18/08), as médias diárias ficaram entre 40 e 48 minutos, dentro da faixa 34–52 do pillar board e abaixo da meta de 45 — sem recorrência do patamar de 74.
Como o líder respondeu as perguntas da fase

A1 Que padrão foi criado ou revisado? (SOP/OPL com número, versão e data)

Quatro padrões criados ou revisados, publicados até 14/08: SOP de montagem e entrega dos kits de enxoval nas janelas de 10h e 13h; SOP de sequenciamento pela previsão de chegadas das 8h, 12h e 15h; checklist de inspeção por amostragem (1 em 5 pras seniores, 100% pras novatas); e a rotina do carrinho de amenities com reposição noturna — cada um com número, versão e data, registrando a prática que bloqueou uma causa comprovada.

A2 Quem foi treinado no padrão — e como fica quem chegar depois? (OJT)

As 22 camareiras e 3 supervisoras concluíram o OJT nos quatro padrões até 14/08, com lista assinada e arquivada na governança. A regra que nasceu do desvio do piloto virou padrão: novata só entra na amostragem depois de dominar o padrão com inspeção 100%. Os padrões entraram na matriz de habilidades da governança e no roteiro de integração de novos — interface com o pilar de Desenvolvimento de Pessoas.

A3 Como fica a gestão à vista que segura o ganho? (pillar board: item de controle + plano de reação)

O quadro da governança virou o pillar board do projeto: tempo de liberação em carta simples (linha central 43 minutos, faixa 34–52), % de quartos prontos até as 15h (≥ 95%), KAIs de kits no prazo e recall semanal (≤ 2%), e mensalmente a nota nas OTAs (≥ 8,5) e a hora extra (≤ R$ 1,5 mil/mês). Plano de reação com 4 gatilhos: dia acima de 52 minutos exige contenção em 30 minutos; 5 dias acima de 43 ou 3 dias abaixo de 95% disparam diagnóstico em 24h; ocupação prevista acima de 90% aciona reforço na véspera. Dona do processo desde 28/08: Patrícia Lemos, com Sônia Ferraz no dia a dia.

A4 Onde mais a solução se aplica — e qual o plano de expansão horizontal?

Expansão horizontal em duas frentes: o pacote completo (SOPs, kits, sequenciamento, pillar board) foi enviado ao Altavia Hotel Pampulha, com implantação em set/2026 e benefício adicional estimado de R$ 120 mil/ano; e a lógica de kit no ponto de uso está sendo estudada pro room service da própria unidade. Os multiplicadores são as supervisoras da área modelo.

A5 Quais as lições aprendidas, as perdas remanescentes e o próximo ataque indicado pelo CD?

Lições: o tempo não estava na limpeza — estava na espera de insumo e na fila de inspeção; abastecer no ponto de uso e sequenciar pela chegada do cliente vale pra qualquer operação de serviço com janela de entrega. O 5G nos salvou de contratar gente pra um problema de organização do posto. Remanescente no mapa de perdas: as pendências de manutenção no quarto (68 ocorrências/mês, terceira barra) — próximo ataque indicado pelo CD, já com interface PM. Major Kaizen arquivado no acervo do pilar WO da rede.

Resultado do projeto

Ancorado no pilar de Workplace Organization, o Standard Kaizen atacou a perda que a Matriz C valorizou em R$ 195 mil anuais — early check-in não vendido e hora extra da governança — e que o 5G no Genba explicou: o quarto limpo parava esperando enxoval em lote e a sequência fixa ignorava as chegadas. Com o abastecimento em kits no ponto de uso, o sequenciamento pelas chegadas e a inspeção por amostragem, o tempo de liberação caiu de 74 para 43 minutos (meta: 45), com 96% dos quartos prontos até as 15h e nota 8,7 nas OTAs. O saving validado pelo controller na régua da Matriz F é de R$ 180 mil/ano, contra um custo total de R$ 29,6 mil — B/C real de 6,1. O padrão completo já está em expansão horizontal para o Altavia Hotel Pampulha. (projeto ilustrativo)

Ver o Major Kaizen fechado deste projeto o dossiê completo — perda, causa, contramedidas, saving e expansão contados passo a passo: é o que a Academia espera do seu projeto

Pronto pra resolver o problema crônico da sua área?

Use este case como referência de profundidade — quantifique o problema, prove a causa raiz com dados, verifique o bloqueio na mesma métrica e padronize pra ele não voltar.

Iniciar meu projeto