KIT WCM VOITTO · FASE PLANEJAR — PASSO 4 · CAUSA RAIZ

5 PORQUÊS

Do fenômeno à causa raiz — uma cadeia POR causa confirmada, fechada com evidência

Como usar

  1. Parta de uma causa confirmada no teste de hipóteses (P07) — uma cadeia por causa; não misture fenômenos diferentes na mesma cadeia.
  2. Pergunte "por quê?" sucessivamente. Cinco é referência, não regra: pare quando chegar a uma causa acionável que, removida, impede a recorrência.
  3. Cada elo precisa ser verificável no processo — elo que é suposição volta pro teste (P07).
  4. Teste a cadeia de volta (de baixo pra cima) com "portanto": leitura invertida sem sentido = elo quebrado.
  5. Feche com o teste de consistência: as causas raiz encontradas explicam TODA a estratificação observada?
Fenômeno analisado
Equipe da análise
Data

1. Cadeia 1

cada resposta é o ponto de partida da próxima pergunta
0

Fenômeno (com dado)

Ex.: garrafa tombada no guia da enchedora — 68% das micro paradas, concentradas nas 4 h pós troca de formato

1

Por quê?

Ex.: porque o guia de garrafas fica fora de posição depois da troca de formato

2

Por quê?

Ex.: porque o reposicionamento é feito "no olho" — cada operador de um jeito

3

Por quê?

Ex.: porque não existe gabarito nem valor de referência gravado na máquina

4

Por quê?

se já chegou numa causa acionável, os níveis seguintes podem ficar vazios

Ex.: porque a troca de formato nunca foi padronizada — não há SOP de setup

Causa raiz 1

bloqueá-la impede a recorrência

Ex.: troca de formato sem padrão nem gabarito — bloqueio: gabarito de posicionamento + SOP de setup (sequência SMED)

2. Cadeia 2 (se houver segunda causa confirmada)

fenômeno diferente = cadeia própria
0

Fenômeno (com dado)

Ex.: falso positivo do sensor de tampa ~2 h após o CIP — 2ª maior fatia das micro paradas

1

Por quê?

Ex.: porque respingo de xarope se acumula na lente do sensor

2

Por quê?

Ex.: porque a rotina de limpeza não contempla o sensor

3

Por quê?

Ex.: porque o CIL da enchedora não existe — condição básica não é mantida

Causa raiz 2

interface com o pilar AM

Ex.: ausência de CIL na enchedora — bloqueio: CIL com limpeza do sensor a cada 4 h + defletor de respingo

Evidência final + teste de consistência

Ex.: as duas causas juntas explicam 89% da estratificação do Pareto (P02) — vão medido × tombamento (12 setups) e limpeza controlada × falso positivo (8 h sem ocorrência); nenhum caso observado fica sem explicação

Dica do especialista

Dois sinais de cadeia ruim: parar cedo demais (a "causa" ainda é sintoma — se a resposta for "falta de atenção", pergunte por quê de novo) e culpar pessoas — cadeia que termina em alguém esconde um porquê de método, máquina ou padrão. Em fenômeno complexo de equipamento, os 5 Porquês não bastam: o caminho é o PPA (Process Point Analysis) — o zoom físico do ponto de processamento, princípio a princípio.

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