KIT WCM VOITTO · FASE PLANEJAR — PASSO 4 · CAUSA RAIZ
ISHIKAWA 4M + TESTE DE HIPÓTESES
Hipóteses organizadas por 4M e testadas com dados — confirmada, refutada e documentada
Como usar
Escreva na cabeça do peixe o fenômeno estratificado (do Pareto, P02) — não a perda genérica.
Em brainstorming com quem opera o processo, levante hipóteses e distribua nos 4M: Máquina, Material, Método e Mão de obra.
Use o 5G (P06) como filtro: hipótese incompatível com o que foi observado no Genba já morre aqui.
Leve as sobreviventes pra tabela de teste com dados: como testar, o dado obtido e o veredicto — confirmada ou refutada.
Lembre: o Ishikawa gera hipóteses, não prova causa. A prova é o teste — e as refutadas também vão pro Major Kaizen.
Fenômeno analisado
Participantes do brainstorming
Data
1. Espinha de peixe — famílias 4M
liste as hipóteses em cada família; marque as prioritárias
Máquina (equipamento)
Ex.: guia de garrafas sem referência de posição
Ex.: sensor de tampa exposto a respingo de xarope
Método (jeito de fazer)
Ex.: setup de troca de formato sem padrão — cada operador um jeito
Ex.: velocidade da linha acima da nominal
Material (insumos)
Ex.: garrafa PET fora da especificação dimensional
Mão de obra (pessoas)
Ex.: operador novo sem treinamento no setup
Fenômeno (efeito)
Ex.: garrafa tombada no guia da enchedora — 68% das micro paradas, concentradas pós troca de formato
2. Teste das hipóteses com dados
quem confirma é o dado — voto não é evidência
Hipótese
Como foi testada
Dado / resultado
Veredicto
H1 — guia desalinhado pós-setup
medição do vão em 12 setups
desvio de até 4 mm correlaciona com tombamento
CONFIRMADA
H2 — sensor de tampa sujo (respingo)
limpeza controlada da lente
zero falso positivo por 8 h após limpar
CONFIRMADA
H3 — garrafa PET fora de spec
medição de 200 garrafas
todas dentro da tolerância
REFUTADA
H4 — velocidade da linha alta
teste a 95% da nominal
micro paradas se mantêm
REFUTADA
Causas confirmadas (vão pros 5 Porquês — P08)
Ex.: 1) guia reposicionado sem referência após a troca de formato (Máquina/Método); 2) sensor de tampa sem limpeza na rotina (Máquina) — as duas juntas explicam a estratificação
Dica do especialista
O erro clássico é parar no Ishikawa votado: a equipe elege a causa "favorita" e sai agindo — voto não é evidência. Teste cada hipótese com dado ou experimento controlado, e documente as refutadas: descartar com evidência é método, não desperdício — é o que impede o time de treinar o alvo errado. Causa do tipo "falta de atenção" quase sempre esconde um porquê de método ou máquina.
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